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  "ova_anoReferencia" : 2025,
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    "texto" : "O modelo de negócios do BNDES está voltado ao financiamento de longo prazo e ao apoio ao desenvolvimento econômico e social do país, por meio da concessão de crédito, da participação em instrumentos de mercado de capitais e do apoio a projetos de investimento em diversos setores da economia.\nEm decorrência da natureza de suas atividades, o Banco está exposto a diferentes tipos de riscos financeiros e não financeiros inerentes às suas operações e ao ambiente econômico em que atua. Entre os principais riscos destacam-se os riscos de crédito, de mercado, de liquidez, de variação das taxas de juros em instrumentos classificados na carteira bancária (IRRBB) e operacional.\nAdicionalmente, o Banco está sujeito ao risco de modelo, relacionado à possibilidade de perdas, de qualquer natureza, originadas de decisões baseadas em modelos com metodologias incorretamente, ou modelos usados em desacordo com a teoria e prática apropriadas, mas aplicados ou implementados\nEsses riscos são gerenciados de forma integrada, no âmbito da estrutura de gerenciamento de riscos da instituição, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº 4.557, com o objetivo de assegurar que a exposição a riscos permaneça compatível com o perfil de risco e com a capacidade de capital da instituição.",
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  }, {
    "texto" : "O gerenciamento de riscos e de capital no BNDES é conduzido por meio de uma estrutura de governança estabelecida em conformidade com a Resolução CMN nº 4.557/2017. Essa estrutura envolve diferentes instâncias responsáveis pela definição de diretrizes, supervisão e acompanhamento das exposições a risco da instituição, conforme detalhado a seguir:\n•\tConselho de Administração;\n•\tDiretoria Executiva;\n•\tComitê de Riscos (CRi);\n•\tComitê de Gestão de Riscos (CGR);\n•\tComitê de Auditoria (COAUD);\n•\tSubcomitê de Gestão de Risco de Modelos (SCGRiM);\n•\tDiretor responsável pelo gerenciamento de riscos (CRO – Chief Risk Officer);\n•\tUnidades Fundamentais, que atuam na primeira linha;\n•\tUnidades de gerenciamento de riscos – Área de Gestão de Riscos (AGR) e Área de Integridade e Compliance (AIC), responsáveis pela segunda linha; e\n•\tAuditoria Interna, atuando como terceira linha.\n\nO BNDES adota o modelo de três linhas para a gestão de riscos e controle interno: \n•\tPrimeira linha: formada pelos gestores das diversas unidades, responsáveis pela identificação e gestão dos riscos associados aos seus processos, bem como pela definição e manutenção de controles adequados. \n•\tSegunda linha: composta pela AGR e pela AIC, áreas responsáveis por apoiar os gestores na identificação e avaliação dos riscos e controles, promover a disseminação da cultura de gestão de riscos e realizar o reporte à estrutura de governança da instituição.\n•\tTerceira linha: compreende a Auditoria Interna, que tem por finalidade avaliar de forma objetiva a integridade e adequação do sistema de controle interno, da gestão de riscos e da governança corporativa, bem como realizar a interlocução com os órgãos externos de controle e fiscalização. Ela faz parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e é órgão técnico de assessoramento e consultoria dos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal (Cofis) do Sistema BNDES.\n\nAs responsabilidades de cada instância estão definidas nas respectivas políticas corporativas e normativos internos, que estabelecem objetivos, princípios, diretrizes, processos e procedimentos voltados à identificação, avaliação, mensuração, mitigação e monitoramento de cada um dos respectivos riscos. São apresentadas a seguir as principais atribuições relacionadas à gestão integrada de riscos e capital.\nO Conselho de Administração é responsável por aprovar e revisar periodicamente as diretrizes de gerenciamento de riscos e capital, incluindo a Declaração de Apetite por Riscos (RAS) e os limites para os índices de capital regulatório, os limites globais de risco de crédito e de mercado, os limites de IRRBB e suas parcelas, bem como os limites regulatório, gerencial e por evento de risco operacional. Compete também ao Conselho aprovar o Relatório Anual do ICAAP e apreciar o Relatório de Validação Independente do Processo ICAAP, quando aplicável, além de aprovar e revisar as políticas de gestão de riscos e supervisionar a implementação dos sistemas de gestão de riscos e de controles internos destinados à mitigação dos principais riscos da instituição.\nA Diretoria Executiva é responsável por assegurar o cumprimento dos limites de gerenciamento de riscos e capital, bem como por apreciar e encaminhar ao Conselho de Administração matérias relacionadas à estrutura de gestão de riscos da instituição. Nesse âmbito, avalia a proposta do Relatório Anual do ICAAP, incluindo o Plano de Capital, bem como o Relatório de Validação Independente do Processo ICAAP, quando aplicável, além de apreciar a proposta da Declaração de Apetite por Riscos (RAS) e manifestar-se sobre a atualização das Políticas do Sistema BNDES.\nO Comitê de Riscos (CRi) contribui para a integração e efetividade das ações relacionadas à gestão de riscos nos diversos níveis institucionais, assessorando o Conselho de Administração no acompanhamento do gerenciamento de riscos e capital. Nesse âmbito, avalia relatórios produzidos pelas Unidades de Gerenciamento de Riscos, aprecia metodologias que considerem o retorno ajustado aos níveis de risco e capital das operações e acompanha temas relacionados ao processo de adequação de capital, incluindo o ICAAP e o programa de testes de estresse.\nO Comitê de Gestão de Riscos (CGR) aprecia matérias relacionadas à gestão de riscos e capital, incluindo a proposta do Relatório Anual do ICAAP e seu Plano de Capital, bem como o Relatório de Validação Independente do Processo ICAAP, quando aplicável, previamente ao encaminhamento às instâncias competentes. Cabe ainda ao Comitê avaliar as principais premissas e resultados do ICAAP, apreciar a proposta da Declaração de Apetite por Riscos (RAS) antes de seu encaminhamento à Diretoria Executiva e monitorar o cumprimento dos limites de gerenciamento de riscos e capital.\nO Subcomitê de Gestão de Riscos de Modelo (SCGRiM) é subordinado ao Comitê de Gestão de Riscos (CGR) e tem como atribuição avaliar e acompanhar os assuntos relacionados à gestão de riscos de modelos.\nCabe ao Diretor responsável pelo gerenciamento de riscos (CRO) supervisionar o desenvolvimento, a implementação e o desempenho da estrutura de gerenciamento de riscos e controle interno, manter o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva permanentemente informados sobre a gestão de riscos praticada pelo BNDES, atender às deliberações destes colegiados relativas ao tema e responder pela manutenção de uma estrutura de gerenciamento de riscos adequada ao cumprimento de suas finalidades.\nA Área de Gestão de Riscos (AGR) e a Área de Integridade e Compliance (AIC) compõem as unidades responsáveis pelas funções de gerenciamento de riscos e de conformidade no BNDES, atuando de forma independente das áreas de negócio. Essas unidades são responsáveis por propor diretrizes, metodologias e limites de exposição, monitorar os riscos assumidos pela instituição e elaborar relatórios gerenciais destinados às instâncias de governança.\nMais detalhes sobre a Governança Corporativa estão disponíveis no site de Relações com Investidores (https://ri.bndes.gov.br/ – Governança Corporativa > Estrutura de Governança).",
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    "texto" : "A disseminação da cultura de riscos no BNDES é promovida por meio da divulgação de políticas corporativas e normativos internos que estabelecem princípios, diretrizes e responsabilidades para o gerenciamento dos principais riscos a que a instituição está exposta.\nEssas políticas são revisadas anualmente e disponibilizadas aos colaboradores por meio do Portal de Normas da intranet corporativa, além de serem objeto de comunicações institucionais e treinamentos voltados à conscientização sobre a importância da adequada gestão de riscos.\nEntre as principais políticas relacionadas à gestão de riscos destacam-se:\n•\tGestão de Risco de Crédito (PCGRC); \n•\tGestão de Risco de Mercado (PCGRM); \n•\tGestão de Risco de Liquidez (PCGRL); \n•\tGestão de Risco Operacional (PRO); \n•\tGestão de Continuidade nos Negócios (PGCN); \n•\tGestão de Risco de Modelo (PCGRIM)\n•\tGestão Integrada de Riscos e Capital (PGIRC);\n•\tPrevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo (PPLD); \n•\tDivulgação de Informações de Gestão de Riscos (PCDIGR);\n•\tSegurança da Informação (PCSI);\n•\tIntegridade (PCIN); e\n•\tControle Interno e Conformidade (PCON).\nMais detalhes sobre as Políticas do BNDES estão disponíveis no site de Relações com Investidores (https://ri.bndes.gov.br/ – Governança Corporativa > Estatuto, Código e Políticas).\n",
    "tags" : [ "c" ]
  }, {
    "texto" : "O processo de gestão de riscos no BNDES contempla a identificação, avaliação, mensuração, monitoramento e mitigação aos principais riscos da instituição. As metodologias e sistemas utilizados pelas unidades de gerenciamento de riscos são revisados periodicamente, com o objetivo de assegurar sua aderência ao perfil de risco das operações e identificar oportunidades de aprimoramento.\nNo âmbito da estrutura operacional de gestão de riscos destacam-se os departamentos de Gestão de Risco de Crédito (DERIC) e Gestão de Risco de Mercado e Liquidez (DERIM), alocados na AGR, e o Departamento de Gestão de Risco Operacional (DEROP), alocado na AIC. Essas unidades são responsáveis pela identificação, mensuração e monitoramento dos riscos de crédito, mercado, liquidez, IRRBB e operacional, bem como pelo acompanhamento das exposições assumidas pela instituição e pela apuração das necessidades de capital regulatório associadas a esses riscos.\nAdicionalmente, os departamentos de Controle Interno (DECOI) e Integridade (DEINT), vinculados à AIC, atuam no fortalecimento do ambiente de controles e governança da instituição. O DECOI é responsável pelo processo de validação independente dos modelos utilizados na mensuração dos riscos, analisando criticamente os modelos e procedimentos que afetam o Patrimônio de Referência e os cálculos dos requerimentos mínimos de capital estabelecidos pelo órgão regulador, além de verificar a adequação dos modelos existentes ao perfil de risco da instituição. O DEINT, por sua vez, conduz atividades relacionadas à integridade, detecção e remediação de práticas de corrupção e fraudes e à prevenção a ilícitos, contribuindo para a adequada gestão dos riscos não financeiros da instituição.",
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    "texto" : "As informações relacionadas à exposição a riscos e ao cumprimento dos limites estabelecidos são reportadas periodicamente pelas unidades de gerenciamento de riscos às instâncias de governança. Esses relatórios subsidiam o acompanhamento do perfil de risco da instituição e apoiam o processo decisório da alta administração.",
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    "texto" : "O BNDES mantém um Programa de Testes de Estresse Integrado, em conformidade com a Resolução CMN nº 4.557/2017, como parte de sua estrutura de gerenciamento de riscos. O programa tem como objetivo identificar potenciais vulnerabilidades da instituição e avaliar os impactos de cenários macroeconômicos e financeiros adversos sobre suas exposições a risco.\nEntre os principais testes realizados destacam-se aqueles realizados no âmbito do Processo Interno de Avaliação de Adequação de Capital (ICAAP), o Teste de Estresse Botttom-Up (TEBU), além de outros específicos para as carteiras de crédito, tesouraria e ações.\n\nNo ICAAP, o teste de estresse tem por objetivo avaliar a solvência da Instituição para um período de 3 anos. Para tanto, são delineados cenários de estresse hipotéticos, que consideram choques macroeconômicos e idiossincráticos, com impacto sobre as Demonstrações Financeiras e os Limites Operacionais do BNDES. \nEnquanto no TEBU é realizado um exercício exigido pelo Bacen, em que a metodologia aplicada deve ser desenvolvida pela própria instituição, porém utilizando cenários fornecidos pelo regulador. Estes cenários são padronizados para todo sistema financeiro, com o intuito de permitir maior comparabilidade dos resultados dos Bancos e interpretá-los de forma sistêmica e integrada.\nOs resultados desses exercícios subsidiam o processo de gerenciamento de riscos e a avaliação da resiliência da instituição diante de cenários adversos, além de constituírem insumo relevante para o processo de gerenciamento de capital.",
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    "texto" : "A mitigação de riscos no BNDES ocorre por meio da adoção de limites de exposição, da diversificação de portfólio, da exigência de garantias, da implementação de controles internos e do monitoramento contínuo das exposições aos riscos. A efetividade dessas estratégias é acompanhada pelas unidades de gerenciamento de riscos e reportada às instâncias de governança.",
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  }, {
    "texto" : "O gerenciamento de capital do Sistema BNDES fundamenta-se nas disposições da Resolução CMN n° 4.557 e tem como objetivo compatibilizar as necessidades de capital da instituição, presentes e futuras, com a natureza de suas operações, a complexidade de seus produtos e serviços e a dimensão de sua exposição a riscos, em alinhamento ao seu planejamento estratégico.\nNesse contexto, o BNDES utiliza modelos internos de mensuração de capital com o objetivo de avaliar se seus recursos de capital são suficientes para suportar todos os riscos decorrentes de suas atividades em diferentes cenários econômicos. Essa avaliação considera não apenas os requisitos de capital regulatório, mas também elementos adicionais de risco, como a concentração de carteiras e a diversificação entre riscos, negócios e regiões geográficas.\nAs análises de suficiência de capital são realizadas por meio de simulações baseadas em projeções financeiras e em cenários macroeconômicos. Tais simulações permitem projetar as necessidades futuras de capital e subsidiar o planejamento de capital da instituição.\nAlém disso, a gestão de capital utiliza indicadores de retorno sobre o capital com o objetivo de avaliar a criação de valor em cada segmento de negócio e na instituição como um todo.\nO processo de gerenciamento de capital conta com o envolvimento da Alta Administração, por meio de comitês responsáveis por acompanhar regularmente os resultados das análises realizadas e avaliar eventuais impactos sobre o planejamento estratégico da instituição.",
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