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  "irrbba_anoReferencia" : 2025,
  "irrbba_conteudo" : [ {
    "texto" : "O BNDES define o IRRBB - Interest Rate Risk in the Banking Book, ou Risco de Taxa de Juros da Carteira Bancária, em tradução livre - como o conjunto de processo, modelo e métricas necessários para a adequada gestão do capital com vistas a garantir reservas próprias suficientes para resguardar a instituição, seu acionista e seus credores mediante perdas com origem na variação das taxas de juros que afetem a carteira bancária, tanto sob a ótica contábil como pela ótica econômica.",
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  }, {
    "texto" : "O BNDES possui políticas estabelecidas e aprovadas pelo seu Conselho de Administração (CA) e por sua diretoria que definem governança, matriz de responsabilidades, objetivos e regras para o monitoramento dos riscos de mercado, incluindo o IRRBB e do risco integrado, bem como os processos de gestão do risco mediante os limites estabelecidos em sua Declaração de Apetite por Riscos (RAS - Risk Appetite Statement, em inglês), sendo a RAS igualmente aprovada pelo CA. O arcabouço de políticas inclui a PCGRM - Política Corporativa de Gestão de Risco de Mercado - e a PGIRC - Política Corporativa de Gestão Integrada de Riscos e Capital.\n\nNa apuração do IRRBB, são consideradas: (i) a métrica de variação da receita líquida de juros ΔNII - onde NII é o Net Interest Income, ou receita líquida de juros, em tradução livre - que apura o risco sob a ótica contábil; (ii) a métrica de variação do valor econômico do capital ΔEVE - onde EVE é o Economic Value of Equity, ou valor econômico do capital, em tradução livre - que, como o nome sugere, utiliza a ótica econômica. É acompanhada, ainda, a métrica de perdas e ganhos embutidos EGL - Embedded Gains an Losses, em inglês - que mede a perda ou ganho econômico já incorridos na carteira bancária, em outras palavras, a diferença entre o valor contábil e o valor de mercado. O capital destinado a cobrir os riscos de IRRBB é determinado por uma equação ponderada entre as óticas contábil e econômica, garantido que, minimamente, o risco sob a ótica contábil esteja coberto.\n\nO BNDES realiza testes de estresse conforme os padrões estabelecidos na \"Seção II  - Do programa de testes de estresse\" da Resolução CMN 4.557/17. A revisão dos testes é realizada anualmente.\n\nA auditoria interna independente realiza todas as atividades de validação contidas no comando do artigo 37 da Circular BCB 3.876/18 com frequência anual.\n\nA gestão de ALM é realizada por gerência dedicada da Área Financeira do BNDES, cabendo a esta a gestão dos contratos de hedge necessários à mitigação dos riscos através da contratação de derivativos de bolsa e de balcão bem como a utilização de hedge accounting. Os relatórios gerados pelo departamento de risco de mercado - AGR/DERIM - servem de insumo para o processo decisório sobre ALM e hedge. A efetividade e custo do hedge são monitorados pela gerência gestora do ALM.\n\nOs dados de mercado e posição de carteira são obtidos pelo sistema Si1 desenvolvido internamente pelo AGR/DERIM, tendo atualizações diárias dessas informações, garantindo que os dados de contratos e de mercado estejam atualizados para a apuração do IRRBB.",
    "tags" : [ "b" ]
  }, {
    "texto" : "A metodologia de apuração do IRRBB bem como o modelo matemático/computacional utilizado, são avaliados pela equipe de validação interna independente e aprovados pelo Subcomitê Gestor de Risco de Modelo, SCGRiM, colegiado responsável pela deliberação e aprovação de modelos. Todos os detalhes sobre os cálculos do IRRBB e suas métricas estão definidos neste documento. A instituição adota o modelo padronizado determinado pela Circular BCB 3.876/18 que regulamenta o tema nacionalmente e essa decisão é refletida na metodologia mencionada. Desta forma, utiliza as métricas ΔEVE, ΔNII e EGL.\nOs resultados apurados são analisados pela equipe de gestão de risco de mercado e reportados, com a análise realizada, aos colegiados competentes e responsáveis pela tomada de decisão, a saber: (i) Comitê de Riscos (CRi); (ii) diretoria executiva; (iii) Comitê Gestor de Riscos (CGR); (iv) CA. As medições, análises e divulgalções interna e ao órgão regulador - Banco Central do Brasil (BCB) - são feitas com periodicidade mensal, como determina a regulamentação.",
    "tags" : [ "c" ]
  }, {
    "texto" : "O BNDES utiliza os cenários de choque e estresse do modelo padronizado da Circular 3.876/18 na apuração tanto do ΔNII quanto do ΔEVE.",
    "tags" : [ "d" ]
  }, {
    "texto" : "O BNDES utiliza as premissas definidas na Circular 3.876/18 sem alterações.",
    "tags" : [ "e" ]
  }, {
    "texto" : "A gestão do risco de taxa de juros da carteira bancária é realizada com a identificação de produtos que operam com descasamento entre a indexação do ativo e de sua fonte de financiamento. Tais exposições são mitigadas por meio de operações de derivativos e com a utilização de Hedge Accounting. ",
    "tags" : [ "f" ]
  }, {
    "texto" : "O BNDES adota as seguintes premissas para a aferição das métricas do IRRBB:\n\nI - Todas as taxas contratuais, incluindo as margens comerciais e componentes de spread são considerados;\nII - A alocação temporal dos fluxos de principal e juros considera informações contratuais e a metodologia de alocação linear, com penalização dos fluxos superiores ao último vértice, seguindo estritamente as definições da norma regulamentadora;\nIII - Para apuração do ΔNII, a ocorrência dos fluxos posteriores à data de repactuação do indexador do contrato, quando este for pós-fixado, considera a data de repactuação do indexador para cálculo;\nIV - Dadas as características do passivo que majoritariamente possui mecanismos contratuais de casamento automático e perfeito com o ativo, a existência de cláusulas compensatórias para o exercício do direito de pré-pagamento de seus contratos de crédito e a ausência de depósitos de qualquer natureza, o BNDES não apura e nem sensibiliza seus resultados com os efeitos do pré-pagamento e do resgate antecipado;\nV - Não são adotados critérios de agregação diferentes daqueles estipulados pela circular regulamentadora;\nVI - Dado que o BNDES utiliza o modelo padronizado, em que os choques são pré-determinados, a única correlação utilizada é aquela definida no artigo 11 da Circular 3.876/18.",
    "tags" : [ "g" ]
  }, {
    "texto" : "Foram eventos que contribuíram para a variação observada entre os períodos divulgados na tabela IRRBB1:\n\nI - ΔNII teve impacto principal pela reclassificação contábil da carteira de títulos privados (debêntures incentivadas) de \"disponível para venda\" para \"custo amortizado\";\nII - ΔEVE variou pelo efeito da contratação de novos títulos, públicos e privados, longos, além da variação da exposição por efeito das curvas de juros;\nIII - Revisão das estratégias de gestão de tesouraria.",
    "tags" : [ "Opcional" ]
  } ],
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